A descoberta do vírus da aids

No final da década de 1970 e início dos anos 80 surgem nos EUA os primeiros casos de AIDS.

No dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens uma estranha pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado.

Um mês depois, foi diagnosticado um câncer de pele em 26 americanos. No ano seguinte, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sida, em inglês Aids.

Em fevereiro de 1983, o francês Jacques Leibowitch chegou de Paris para visitar o laboratório do NCI com amostras de sangue colhidas de pacientes com aids. Numa delas, retirada de um homem cujas iniciais eram CC, foram isolados dois retrovírus diferentes: um era o HTLV-1 (descoberto anteriormente pelo próprio Gallo em leucemias linfomas, o outro era uma forma aberrante, posteriormente caracterizada como HIV.

A equipe francesa isolou o vírus transmitido pelo sangue, secreções vaginais, leite materno ou sêmen, que ataca o sistema imunológico e expõe o paciente a “infecções oportunistas” como a tuberculose ou a pneumonia.

Depois de muitos anos e de fazer milhões de vítimas, em 1996, com o desenvolvimento dos anti-retrovirais, a doença mortal passou a ser uma enfermidade crônica.

A Aids mudou o mundo, uma nova relação social foi criada entre os países do norte e do sul de maneira que nenhuma outra doença já tinha provocado.

Destacou Michel Sidibé, diretor da ONUAIDS.

Veja a primeira reportagem da televisão brasileira sobre esse assunto. Na época a nova praga ainda não era conhecida do grande público, não sendo ainda muito bem definido como seria chamada: AIDS, SIDA ou como o repórter Hélio Costa a denominou na época, A.I.D.S. letra por letra.